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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Só Magrão salva. Análise da Classificação do Sport na Copa do Brasil

O Sport poupou parte dos titulares (Rithely, Diego Souza, Rogério e André) na partida de volta contra o Joinville fora de casa pela Copa do Brasil. A estratégia era arriscada, a vantagem do Sport era pequena, 1x0 resolvia para o Joinville.

No primeiro tempo, apesar do Sport pouco conseguir criar, o time de Santa Catarina também quase não ofereceu perigo. Na tentativa de melhorar a ofensividade da equipe, no intervalo, Ney Franco colocou Everton Felipe no lugar de Thallyson. O Sport continuou com dificuldades para atacar e o Joinville esteva melhor em campo.

Aos 13 do 2º tempo, Ney Franco tirou Juninho e colocou Rodrigo. O Sport voltou a jogar com 3 volantes, Everton que estava jogando no meio foi jogar de ponta e Leandro que estava na ponta direita passou a atuar de centroavante. O Leão melhorou, e aos 27’ do 2º tempo Leandro Pereira fez Joinville 0x1 Sport.

O gol deveria trazer tranquilidade ao Sport, o time pernambucano se classificaria ainda que levasse um gol. Foi então que Henriquez, que vinha bem na partida, mas tinha cartão amarelo, foi sacado para a entrada de Mateus Ferraz. Nada anormal, estava entrando um zagueiro que fez um muito bom campeonato brasileiro em 2016 e até bem pouco tempo era titular. Mas já com 2 minutos após essa alteração o jogador do Joinville partiu com a bola dominada para cima de Mateus, o zagueiro foi recuando e quando estava quase de costas para a bola levou o corte do jogador do Joinville que chutou e empatou o jogo. O gol reviveu a equipe catarinense. Após o Sport, com Lenis e Leandro, perder boa chance em jogada ofensiva, o Joinville chegou novamente. A bola é cruzada da esquerda, passa no pé de Mateus Ferraz que falha e não consegue cortar, e é gol do Joinville. 2x1 e partida nos pênaltis.

Sai a lista dos batedores do Sport (Everton, Leandro, Lenis, Fabrício...) e o quinto pênalti quem vai bater a Mateus Ferraz, maior responsável pela derrota no tempo normal. Everton, Lenis e Fabricio fazem para o Sport. Magrão pega 2 do Joinville. 3x3 nos pênaltis e bola para Mateus Ferraz, se fizer garante a classificação do Sport. Mateus bate no meio e o Sport está classificado. Ele cai no chão ajoelhado, mesmo com as falhas Mateus não merecia uma desclassificação com esse enredo. O torcedor do Sport, mais uma vez, agradece a intervenção de São Magrão, O Maior.

Análises individuais:

Magrão: 28. Obrigado.

Samuel Xavier: Nota 6,0. Alternou entre boas antecipações, roubando a bola, e momentos em que deixou chegarem nas suas costas.

Henriquez: Nota 7,5. Esteve muito bem. Firme defendendo, tocando muito bem na saída de bola. Levou amarelo em um lance onde não merecia.

Durval: Nota 5,0. Partida muito fraca, perdeu todas para o jogador do Joinville. Mal no tempo de bola e na velocidade fica difícil.

Mena: Nota 6,5. Partida de regular para boa.

Fabrício: Nota 7,0. Melhor entre os volantes em campo. Conseguiu marcar bem e foi quem mais conseguiu dar prosseguimento as jogadas na saída de bola.

Ronaldo: Nota 6,5. Partida regular. Deu algum espaço na marcação.

Thallyson: Nota 5,5. Não conseguiu fazer bem o papel na criação de jogadas.

Lenis: Nota 6,5. Não comprometeu, mas também não conseguiu fazer uma boa partida.

Juninho: Nota 5,0. Não fez boa partida. Não recebeu a bola e apareceu pouquíssimo para jogar. Normal.

Leandro Pereira: Nota 7,0. Correu e tentou muito enquanto jogou de ponta. Quando ficou de centroavante marcou o gol na única oportunidade que teve.

Everton Felipe: Nota 7,0. Enquanto esteve jogando no meio teve dificuldades, mas melhorou muito quando foi jogar de ponta. Vou a principal válvula de escape na última parte do jogo. Sofreu faltas e segurou a bola ajudando a tentar garantir a classificação.

Rodrigo: Nota 5,5. Cada vez mais longe da titularidade, hoje é pelo menos o quinto volante do elenco. Dá muito espaço na marcação e não mostra intensidade.

Mateus Ferraz: Nota 3,5. Entrou muito mal. Primeiro gol do Joinville foi numa jogada em cima dele e falhou no segundo gol. Principal culpado pelo resultado ruim.


Ney Franco: Nota 7,0. Tentou uma armação mais segura, com os 3 volantes. Não deu certo? Mudou. O time ainda não estava funcionando? Mudou novamente. Se destaca por não ter compromisso com quem ou com o que não está dando certo.


quinta-feira, 30 de março de 2017

Apesar de Magrão. Análise de Campinense 3 x 1 Sport

O Campinense chegou forte já no primeiro lance do jogo, e já nesse momento deu para perceber a facilidade em ganhar as disputas com o sistema defensivo do Sport. Após isso o Sport controlou o jogo até perto dos 20 minutos, quando o Campinense voltou a atacar e, com muito espaço, fez o gol. Magrão já tinha feito uma defesa antológica na jogada anterior. Logo em seguida Samuel foi driblar na saída de bola e perdeu, a defesa do Sport mais uma vez ficou assistindo enquanto o jogador do Campinense ajeitou e chutou para o gol, no rebote 2x0 Campinense.

O Sport começou o segundo tempo atacando e perto de diminuir. Aos 22 minutos, Ney Franco tirou Everton Felipe e colocou Leandro Pereira. Ainda que errando, Everton era o jogador do ataque do Sport que, desde o início da partida, mais incomodava a defesa adversária. Com a alteração a pressão do Sport diminuiu e o time só chegou novamente após a Ney Franco desfazer a burrada que tinha feito e colocar (aos 33 minutos) Juninho no lugar de André, puxando Leandro para jogar na sua posição, de centroavante. Em um lance de oportunismo Juninho diminuiu para o Sport aos 36 minutos. Logo em seguida, em mais uma falha do sistema defensivo do Leão, o Campinense fez 3x1. Até o fim do jogo o Sport não esteve mais em nenhum momento perto de fazer gol.


Análises individuais:

Magrão: Nota 8,5. Mesmo levando 3 gols foi o grande nome da partida. Em um campo com gramado ruim e com bola molhada, fez grandes defesas e impediu um desastre maior.

Samuel Xavier: Nota 4,5. Começou o jogo chegando no fundo, dava impressão que ia ter uma atuação melhor do que as que vem tendo, mas ficou só na impressão. Deu muitos espaços atrás, errou feio no lance do segundo gol do Campinense e não conseguiu ajudar no ataque. A atuação foi tão ruim que acabou substituído.

Ronaldo Alves: Nota 5,0. Assim como na partida anterior, esteve abaixo do que normalmente joga. Falhou em vários lances, inclusive no 3º gol do Campinense.

Durval: Nota 6,5. Considero que fez uma partida até boa levando-se em consideração a avenida que estava o lado esquerdo.

Mansur: Nota 4,5. Partida fraquíssima. Na verdade, Mansur se mostrou um jogador muito fraco até aqui. Antes dos 10 minutos de jogo já tinha ficado para trás em duas disputas com o ataque do Campinense. E assim seguiu o jogo todo. Tomará que Mena possa jogar no domingo. Em breve falarei mais sobre a lateral esquerda do Sport.

Rodrigo: Nota 5,5. Mal no jogo. Deu muito espaço na marcação e sumiu da saída de jogo. Na última etapa da partida foi deslocado para cobrir as costas de Mansur, ainda assim o terceiro gol do Campinense saiu de lá.

Rithely: Nota 6,5. Fora de ritmo, ainda não foi “aquele” Rithely. Em alguns lances, como no 1º gol do Campinense, deu muito espaço na marcação. Ainda assim foi o melhor do meio campo do Sport, fez algumas boas jogadas (exemplos foram os passes para Everton e André que poderiam ter finalizado em gol) e muitos desarmes.

Diego Souza: Nota 5,5. Partida bem fraca. Pouco apareceu. Quando pegou na bola tentou jogadas que não deram em nada. Nos últimos jogos pelo Sport não vem nada bem.

Everton Felipe: Nota 6,0. Enquanto esteve em campo foi o jogador do Sport que mais tentou e não deveria ter sido substituído. Não fez uma grande partida, mas pelo menos apareceu para jogar, o que não vinha fazendo nos últimos jogos.

André: Nota 5,5. Quase não participou do jogo. Poucas bolas recebeu e também não procurou jogar. Na única chance que teve chegou bem e quase fez o gol.

Rogério: Nota 6,0. Não foi brilhante, mas tentou bastante. Dos jogadores de linha, é quem mais vem jogando. Em alguns lances individualizou demais, mas muito pela falta de opções para com quem jogar.

Leandro Pereira: Nota 5,5. Entrou de ponta, lá ele até tenta, corre... mas não é a dele. Quando foi deslocado para centroavante não foi acionado.

Raul Prata: Nota 6,5. Não fez muito, mas fez bem mais que Samuel. Tentou chutar (o que em um campo como estava era ótima opção) e cruzou a bola que resultou no gol do Sport.

Juninho: Nota 6,5. Fez o gol e tentou fazer o time jogar carregando a bola na medida certo e tocando. Maior torcida do mundo para que consiga ter uma cabeça equilibrada e jogue para o time.


Ney Franco: Nota 5,5. Tem pouca culpa na fraca apresentação do time, mas fez a equipe perder 11 preciosos minutos quando tirou Everton e colocou Leandro na ponta. Pelo menos depois percebeu e desfez.

domingo, 26 de março de 2017

Um empate perdido. Análise de Sport 1 x 1 Santa.

Os dois times começaram o jogo mais preocupados em arrumar confusão e tencionar o clima da partida, assim como no Clássico das Multidões anterior. E, tal qual no outro jogo, o Sport foi quem mais perdeu com isso. Era quem tinha mais a jogar. Primeiro tempo foi só isso.

O Sport começou o segundo tempo bem melhor que o Santa e abriu o placar. O Santa empatou em cobrança de falta e o Sport não conseguiu fazer mais nada. O Leão com 7 titulares não conseguiu vencer nem o reserva do Santa. Esta última frase resume tudo.



Análises individuais:

Magrão: Nota 6,5. Quase não foi exigido. Não teve culpa no gol do Santa.

Samuel Xavier: Nota 5,0. Perdeu no confronto com o lateral do Santa. Não vem chegando ao ataque, talvez pela falta de confiança na outra lateral.

Ronaldo Alves: Nota 5,5. Assim como no jogo com o Sampaio, fez partida abaixo do seu desempenho habitual.

Durval: Nota 6,0. Não esteve mal, nem bem. Se tivesse levado cartão em jogada irresponsável no começo do jogo poderia ter complicado a atuação no restante da partida.

Mansur: Nota 6,0. Não comprometeu atrás, muito também pela passividade do Santa. Mas não conseguiu chegar na frente.

Rodrigo: Nota 5,5. Não esteve bem no jogo. Não jogou para se colocar como titular. Ainda fez desnecessariamente a falta que resultou no gol do Santa.

Thalyson: Nota 7,0. Para um garoto que está começando a jogar no profissional, esteve muito bom. Apareceu para jogar, fez bons passes.

Fábio: Nota 6,5. Partida mediana. Foi participativo, mas errou alguns passes.

Everton Felipe: Nota 5,0. Não está bem. Não vem conseguindo dar prosseguimento as jogadas e, nesses últimos jogos, perdeu suas principais qualidades: boa cobertura defensiva e chamar o jogo. Uma pena Lenis ter se machucado quando aparecia bem.

André: Nota 6,0. Recebeu poucas bolas. Quando ia pegar livre para fazer o gol, escorregou e perdeu.

Rogério: Nota 7,5. Melhor em campo. Perdeu gols, mas foi quem mais jogou o jogo inteiro. Vem sendo assim nos últimos jogos, que não tiveram a presença de Diego Souza.

Juninho: Nota 7,0. Entrou bem. Conseguiu fazer o time jogar um pouquinho mais coletivamente, deu inclusive o passe para o gol. Soltou mais a bola, ainda precisa ajudar mais na recomposição.

Leandro Pereira não participou o suficiente para ser avaliado.


Daniel Paulista: Nota 5,0. Dentro da partida não esteve tão mal, a entrada de Juninho no meio foi uma boa escolha. Mas não fazer o time jogar o suficiente para ganhar dos reservas do Santa é muito pouco. A equipe nos últimos jogos parece involuir.


sábado, 11 de março de 2017

Análise de Sport 5x0 Juazeirense



O adversário pode ser fraco (a Juazeirense é), mas é o time mais forte que deve fazer o jogo ficar fácil (o Sport fez!). O Sport começou o jogo criando oportunidades. Quando Ronaldo Alves, de pênalti, fez o primeiro gol aos 8 minutos, o Leão já tinha tido duas boas chances. Em uma Everton achou bem Leandro entrando na área pelo lado direito, o atacante demorou um pouco a chutar e mesmo após bom chute o goleiro fez a defesa. Na outra Everton cruzou da esquerda e Ronaldo Alves cabeceou sozinho na pequena área, a bola quicou e ganhou altura, goleiro fez boa defesa. O gol foi no início foi consequência de um bom, e criativo, começo.

Os demais gols foram acontecendo "naturalmente", claro porque o Sport forçou pra fazer, naturalmente não quer dizer por acaso. Quando o Juazeirense perdeu um jogador, bem expulso, a goleada ficou ainda mais encaminhada. E aconteceu.

Vamos as análises individuais.

Magrão: Nota 7. Foi pouco exigido, mas quando foi, em um lance já no segundo tempo, esteve muito bem. Com reposições rápidas e certeiras foi importante na construção de alguns lances.

Samuel Xavier: Nota 6. Com Leandro jogando pelo lado direito, ficou um mais exposto. Subiu menos que de costume ao ataque, no 2º tempo chegou mais.

Ronaldo Alves: Nota 6,5. Bateu muito bem o pênalti que abriu o placar, facilitando o jogo para o Sport. Vacilou em um lance que poderia ter sido bastante perigoso se Durval não chegasse bem na cobertura.

Durval: Nota 6,5. Melhor partida de Durval no ano. Fez coberturas, antecipações... atuação bem Durval! Com o time conseguindo criar, seus lançamentos não precisaram ser o meio de armação do time.

Mena: Nota 7. Muito bem no jogo. Chegou muitas vezes bem ao ataque. Não ofereceu espaços na defesa. Depois de muito tempo, anos eu acho, ele e Everton fizeram o lado esquerdo ser mais efetivo no ataque que o direito.

Ronaldo: Nota 6. Quase não foi exigido na marcação. Tentou jogar "pra frente", com viradas de jogo e passes em profundidade. Acertou e errou, mas o mais importante é tentar jogar assim.

Rodrigo: Nota 6,5. Esteve bem no jogo. Principalmente no 1º tempo, controlou bem o meio. Precisa tocar menos de lado.

Fábio: Nota 6. Errou muito, mas tentou, apareceu como opção e buscou o jogo todo. Poderia ter sido melhor, até esperava isso pelos atuações que ele vem tendo, mas acho que isso já é muito válido para um garoto que ainda não está completamente firmado no profissional.

Everton Felipe: Nota 7. Quando o jogo ainda estava para ser resolvido, ele chamou a responsabilidade e foi o maior responsável por criar as jogadas. Depois alternou entre ótimas jogadas e alguns lances em que não conseguiu dar sequência.

Leandro Pereira: Nota 5. Considero ele esteve melhor taticamente na função de ponta do que no outro jogo, mesmo assim ainda esteve bem abaixo do que o que um ponta poderia jogar em um jogo como esse. Não conseguiu chegar ao fundo no ataque e defendendo deixou Samuel exposto ao ponto desse ter que fazer bem mais faltas que o normal.

André: Nota 7. Muito bem na partida. A qualidade da finalização do time cresceu demais com ele em campo. E brigou pela bola, inclusive na marcação, o jogo todo.

Neto Moura: Entrando de volante com o jogo definido e o Juazeirense sem pressionar, participou pouco da partida.

Rogério: Nota 8. Em 30 minutos em campo, entre outras boas jogadas, fez 2 gols e deu uma assistência. Qualidade.

Juninho: Nota 6,5. Entrou bem, mas ainda jogando de forma muito individual. Quando jogou coletivamente deu um grande passe para Rogério fazer o 4º gol.

Daniel Paulista: Nota 7. Com as ausências, armou o time bem. Principalmente colocando Fábio, que por merecimento tinha mesmo que ser a opção no meio. Esteve bem nas alterações. Tirou Ronaldo que estava com cartão amarelo, colocou Juninho com tempo para o menino jogar. O único questionamento pode ser ter tirado Everton, mas acho que foi, com o jogo completamente resolvido, para poupar o garoto.

terça-feira, 7 de março de 2017

Análise e números de Mena, novo lateral do Sport


Para ter mais informações sobre o novo lateral-esquerdo do Sport busquei na internet e em conversas com torcedores dos seus antigos clubes no Brasil.

O que apurei: Mena é um lateral bastante obediente ao que o pedem. Muitas vezes aqui no Brasil foi tachado como um lateral que apoia pouco, mas isso não é necessariamente verdade. Vai depender bastante de como joga o time e do que pede o técnico. No São Paulo em alguns partidas jogou mais solto, indo ao fundo e cruzando bem. No Chile com Sampaoli, técnico com que ele foi melhor (na Seleção Chilena e na Universidad de Chile), atuou chegando bem ao ataque. É um jogador raçudo.

É bem visto por boa parte da torcida do São Paulo, clube em que jogou em 2016. A maioria queria sua permanência, a diretoria do SPFC tentou, mas não chegou a um acordo com o Cruzeiro, detentor do seu passe.

Na Seleção Chilena: Mena esteve na Seleção Chilena na convocação para os dois últimos jogos das Eliminatórias, em novembro de 2016. Foi titular no empate em 0x0 fora de casa contra a Colômbia e ficou no banco na vitória de 3x1 contra o Uruguai no Chile.

Mena esteve na Seleção Chilena nos dois títulos de Copa América. Na de 2016 jogou apenas o 1º jogo, contra a Argentina, saiu machucado no início do 2º tempo e foi cortado do elenco pela contusão. Na de 2015 atuou em 4 dos 6 jogos do Chile, começando 2 como titular. Mena foi titular nos quatro jogos do Chile na Copa do Mundo de 2014.

Os próximos jogos da Seleção Chilena serão contra Argentina (23/03, na Argentina) e Venezuela (28/03, no Chile).

Com informações de:
www.ogol.com.br
www.transfermarkt.pt
www.globoesporte.com
esportes.estadao.com.br
esporte.ig.com.br
esportes.terra.com.br
copadomundo.uol.com.br
soccerway.com
canal "o meu, o seu, o nosso, tricolor" (youtube)
www.anfp.cl

domingo, 5 de março de 2017

Sport mal, DS péssimo, Daniel Paulista horrível. Análise de Náutico 2 x 1 Sport

O time titular do Sport, após descanso e bom tempo de treinamento, teve atuação muito o ruim contra o fraco, mas organizado e vibrante, time do Náutico.

O Náutico começou o jogo melhor, nos primeiros 10 min só deu Náutico. Inclusive chegando com perigo em lance de bola parada que foi cruzada na área e Magrão fez boa defesa. Sport errava demais na saída de bola.

Depois Rogério começou a aparecer pela direito. Em um cruzamento dele, Leandro cabeceou muito bem e a bola, por azar, foi na trave. O centroavante ainda teve outra boa chance, Rogério mais uma vez cruzou da direita e Leandro não conseguir tocar a bola pro gol.

O Sport acabou o 1º tempo melhor, ficou inclusive a sensação de que se apertasse mais poderia ter feito o gol. Mas ainda assim o time não jogava bem. Jogadores importantes não faziam boa partida, Rithely não jogava bem e Diego Souza simplesmente não entrou para jogar.

No segundo tempo uma jogada mudou o jogo. O Sport teve boa chance e não fez, no contra-ataque, sem Rithely que ficou caído machucado na área adversário, o Sport exposto tomou o gol.

Rithely não teve condições de continuar, e a (mau) mexida de Daniel Paulista complicou o jogo de vez. O time já não estava bem no meio, ao invés de corrigir isso Daniel colocou André no lugar de Rithely. O Sport, exposto e desorganizado, levou o segundo gol.

Com 2 x 0 o Náutico se retraiu e o Sport conseguiu fazer um gol abafar um pouco. Apesar de ainda levar perigo e alguns contra-ataques, o Náutico recuou demais e o Sport empatou com Ronaldo Alves.

Mais uma mexida errada de Daniel Paulista: pelas opções na reserva, a melhor opção era claramente Fábio, jogador dinâmico e que vem muito bem no ano. Daniel tirou Everton Felipe e colocou Juninho. O Sport não criou mais nada e perdeu o jogo.

Vamos as análises individuais (não pude ir ao Recife hoje, vi o jogo pela tv):

Magrão: Nota 7. Não teve culpa nos gols e fez boas defesas.

Samuel Xavier: Nota 5,5. Partida fraca. Não conseguiu ajudar Rogério na frente como deveria (e como Rogério deu opção).

Ronaldo Alves: Nota 7. Esteve bem no jogo e ainda fez o gol do Sport.

Durval: Nota 5,5. Não conseguiu acompanhar em alguns lances e exagerou nas tentativas de bolas longas (também pela falta de criatividade do meio campo).

Mansur: Nota 4. Deu uma entrada injustificada logo no primeiro lance do jogo e já ficou amarelo, comprometendo a marcação e fazendo com que Everton tivesse que voltar ainda mais pra ajudar. Saiu machucado ainda no 1º tempo.

Ronaldo: Nota 5,5. Errou passes e se posicional mal no lance do 1º gol do Náutico.

Rithely: Nota 5,5. Partida abaixo do seu rendimento. Errando passes bobos. Saiu machucado.

Diego Souza: Nota 4,5. Não jogou. Totalmente sem intensidade, sem chegar nas bolas. Péssima partida.

Rogério: Nota 6,5. Jogador mais incisivo do Sport. Maior responsáveis pelas (poucas) jogadas ofensivas. Caiu no 2º tempo.

Everton Felipe: Nota 5,5. Não conseguiu criar. A ofensividade pela esquerda hoje é mais difícil por conta dos laterais que vêm jogando. Voltou bem pra marcar.

Leandro Pereira: Nota 6,0. Buscou o jogo, se movimentou, não foi mal. Mas também teve mais de uma chance de marcar e não conseguiu.

Caio: Nota 6,5. Entrou até bem, conseguindo chegar algumas vezes ao ataque, o que não aconteceu nas outras partidas. Melhor jogo dele.

André e Juninho não participaram do jogo o suficiente para serem avaliados. A avaliação é que foram, nos respectivos momentos, duas entradas erradas.


Daniel Paulista: Nota 4. Falhou muito na leitura do jogo. Mexeu muito mal, deixou o time exposto e sem consistência no meio para criar. Maior responsável pela derrota.

Vídeo com os melhores momentos:

quarta-feira, 1 de março de 2017

Pitacos sobre a atuação dos jogadores do Sport na partida contra o Náutico

Numa quarta-feira de cinzas com tão pouco clima de jogo que ao chegar perto da Ilha eu pensei que tinha errado o dia da partida, o Sport reserva fez uma partida “normal” contra o Náutico, pelo Campeonato Pernambucano. Digo isso porque não há como considerar que foi uma boa exibição. O time não criou bem e individualmente jogadores (os zagueiros, Rodrigo, Marquinhos e André) que poderiam sair fortalecidos para brigar por titularidade tiveram atuações de fracas à apagadas. Também não considero nenhum desastre, de forma alguma. Empatar (jogo foi 1x1) com uma das principais equipes do campeonato, equipe da Série B do Brasileiro, com time reserva e cheio de garotos não é mau resultado.

Nessa situação (time reserva) pouco vale analisar a atuação coletiva. Então vamos de jogador por jogador.

Agenor: Nota 7,5. Esteve bem nos momentos decisivos. Fez duas ótimas defesas. Se atrapalhou um pouco em dois lances que não deram em nada, no 1º tempo. Sai com saldo positivo da partida.

Raul Prata: Nota 7. Mais uma vez mostrou qualidades. Sempre que encarou o marcador levou vantagem. Por conseguir cruzar com as duas pernas fica mais difícil de marcar seu passe (inclusive cruzou de esquerda no lance do gol). Poderia ter feito mais se Marquinhos tivesse mais intenso no jogo e/ou se Lenis não tivesse se machucado. Acumulou mais alguns pontinhos no elenco.

Matheus Ferraz e Henríquez: Nota 5,5. Não fizeram nada para se destacar. Não se ajudaram a colocar mais dúvidas na titularidade de Durval.

Caio: Nota 6. Garoto demais, não se pode cobrar o que ele ainda não pode render. Não conseguiu quase chegar ao ataque, marcou dentro da normalidade. Não comprometeu, o que para um garoto de 17 anos em 90 minutos já é válido.

Fabrício: Nota 6. Em alguns momentos foi o volante que esteve melhor em campo, tentando tocar a bola para frente. Garoto, que foi escalado em cima da hora, teve atuação “suficiente”.

Rodrigo: Nota 5,5. Fez menos do que deveria. Pois hoje ainda está longe de colocar a titularidade de Ronaldo em cheque. Poderia ter aproveitado melhor a chance de jogar 90 minutos.

Neto: Nota 6,5. Não conseguiu armar o time, principalmente no começo da partida. Mas não deve levar essa culpa, ou pelo menos a maior parte dela. O desentrosamento da equipe e a falta de ação dos pontas (Marquinhos e Paulo Henrique) prejudicou mais. Fez o gol e calou um pouco a boca de parte, irresponsável, da torcida que pegava no seu pé desde o início da partida.

Marquinhos: Nota 4. Não fez nada. Jogou sem nenhuma intensidade, sem “querer” brigar por vaga no time titular. Além de não construir no ataque, não fecha bem na recomposição. Tem saído menor das chances no time alternativo.

André: Nota 5. Muito prejudicado pela falta de criação/entrosamento da equipe. Tentou em algumas bolas, inclusive voltando para buscar, mas não conseguiu produzir. O terceiro pênalti perdido em sequência o coloca em situação bem difícil com ele mesmo e com a torcida. André sabe bater pênalti. Foi muitíssimo bem em 2015 como o batedor oficial e não desaprendeu. Todo mundo fala que ele treina sempre, e bem, para bater. Lógico que causa indignação a sequência de percas, mas quem quer o bem do Sport tem que ter calma. O jogo não valia nada, André não perdeu porque quis, não vamos queimar o cara.

Paulo Henrique: Nota 5,5. Tenta muito, mas não deve ser colocado para jogar em condições “normais” (sem ser em situação de abafa) com outro centroavante. É trombador, não tem as características para construir jogadas, não conseguiu ir ao fundo.

Lenis: Nota 6,5. Entrou com uma intensidade muito maior do que Marquinhos, e isso foi fundamental no lance do gol do Sport. Se esforçou também em alguns lances defensivos. Tem sido um jogador muito mais ligado em 2017. Parece que estava no banco sem chuteiras, demorou um pouco para sair do banco quando foi chamado e entrou direto (no lugar de Marquinhos, que saiu contundido), sem aquecer. Talvez, isso tenha contribuído para ter tido um problema que acabou depois o tirando da partida.

Fábio: Nota 6,5. Entrou na vaga de Paulo Henrique, mas não no “lugar”, pois foi colocado para jogar lá na direita. Vem bem no ano, e entrou mais uma vez com lucidez e muita vontade. Esse é um dos que tem ganho mais “pontos” dos atuais reservas.

Juninho: Nota 6,0. Entrou quando Lenis teve que sair. Foi colocado para jogar no meio, mais centralizado. Começou logo segurando uma bola demais, tentando um quinto(!) drible, e com isso deixando todo mundo na bronca. Depois que soltou mais a bola conseguiu ajudar. Inclusive no lance do pênalti. Mostra qualidades, mas tem que entender que o jogo é coletivo. Também não ajudou na recomposição como deveria.

Torcida: Gostaria de saber o quê a turma espera de um time reserva e cheio de garotos. Boa parte mostra menos paciência com esse time alternativo do que com o time titular, o que não faz sentido. É lógico que são jogadores com nível técnico menor e jogando em um time muito mais desentrosado, então não é natural esperar uma grande exibição. Sempre penso que minha atitude durante o jogo deve ser a que eu entenda que mais pode ajudar meu time, mas parece que muita gente não liga para isso.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Programa de Sócios do Sport: PROMESSAS, DESRESPEITO E ENGANAÇÃO 2

Sou sócio contribuinte do Sport. E, o que é uma pena, isso me causa mais dores de cabeça e decepções do que qualquer outra coisa.
Fila nas bilheterias das sociais no jogo Sport x Goiás.

Há seis meses atrás escrevi um texto cujo título foi “Programa de Sócios do Sport: PROMESSAS, DESRESPEITO E ENGANAÇÃO” (que nunca viu, clica aí e dá uma olhada rápida) onde expus uma série de problemas que eu, enquanto sócio do Sport, era submetido pelo clube. Infelizmente hoje sou levado a escrever outro texto no mesmo sentido. Os problemas antes levantados persistem e novos são adicionados a essa triste e revoltante matemática.

Vou aqui descrever três casos que explicitam bem o que é o #SportDeVerdade.

Caso 1: O que é bom... acaba!
Quando me associei ao Sport, o sócio que pagasse o ano todo de uma vez obtinha descontos. Foi isso que fiz. Paguei as mensalidades de um ano e obtive o desconto. Quando estava perto de vencer esse um ano adiantado fui a sede do Sport pronto para pagar outro ano de mensalidades e obter novo desconto.
O funcionário do Sport falou que não tinha mais isso. Tanto fazia eu pagar um ano ou um mês não obteria desconto algum. O que é bom para o sócio acaba (o que não presta é eterno!). Vejo que este desconto trazia uma série de benefícios para o sócio e para o Sport, como:
- O desconto era um atrativo para o torcedor ser sócio contribuinte. Ele optando por pagar as mensalidades de um ano terminaria tendo uma “mensalidade média“ menor;
- Contribuía para a fidelização. O sócio que se associou na euforia de bom momento de resultados, por exemplo, já poderia se comprometer diretamente com um ano de mensalidades;
- Garantia da verba para o clube. Não precisa nem explicar essa...;
- Menos congestionamento no atendimento ao sócio. O torcedor poderia passar um ano sem precisar ir lá no atendimento ao sócio, indo a Ilha apenas para curtir o clube e torcer pelo Leão. Assim, o Sport poderia diminuir o número de funcionários neste atendimento e/ou ter condições de atender melhor quem precisasse resolver problemas e quem procura o clube para se associar.
Não era bom? Acabou.

Caso 2: Pague adiantado e seja registrado como inadimplente
No mês de julho, aproveitei que estava no Recife (isso, não moro no Recife) e fui adiantar o pagamento da mensalidade de agosto (a primeira após o pagamento da anuidade). Efetuei o pagamento diretamente no atendimento ao sócio da Ilha do Retiro, vários dias adiantado.
Pois bem, paguei agosto. Mais de um mês depois, quando chega o boleto de setembro vem com a mensalidade de agosto acumulada. Olho no site e... o Sport registra como se eu não tivesse pago.
Fico sem poder pagar setembro, porque o boleto enviado coloca nunca conta só os dois meses, e como devedor do mês anterior que eu já paguei. Nova saga: conseguir contato com o clube para resolver a questão.
Mandei e-mail com meus dados, com a imagem do recibo do pagamento e nada, nenhuma resposta. Vou tentar por telefone. Olho no e-mail que o Sport manda com os boletos e nada de telefone. No site do sportdeverdade.com.br, nada. Expliquei a situação ao perfil oficial do clube no twitter e pedi um telefone para resolver, nenhuma resposta (como sempre).
Resumo: Desconto? O que você ganha pagando adiantado é o status de inadimplente.

Caso 3: Sou sócio, estou em dias, quero ir pro jogo, mas o Sport sempre complica minha vida
Finalmente consegui provar que já tinha pago a mensalidade de agosto e ficar em dias. Eis mais um problema fruto do não cumprimento das promessas pela direção do Sport.
Como expus no outro texto sobre a relação do Sport com o sócio, mais de um ano depois, o Sport não cumpriu suas promessas quanto a venda on-line de ingressos para os sócios. Lá tem o link com as matérias com as promessas, inclusive no site oficial (era aplicativo pra compra e tudo mais) e só clicar aqui e depois clicar nas matérias.
E não venha com história que o sócio pode comprar on-line, quem pode comprar é o cliente Visa, pois veja só:
- Se for cliente Visa e não for sócio, pode comprar? Pode.
- Se não for cliente Visa e não for sócio, pode comprar? Não.
- Se for cliente Visa e for sócio, pode comprar? Pode.
- Se for sócio e não for cliente Visa pode comprar? Não.
Ficou bem claro? Quem tem direito é o cliente Visa, sendo sócio ou não.

Como moro a aproximadamente 200 km da Ilha do Retiro, naturalmente não posso ir ao Recife apenas para comprar o ingresso. Qual vinha sendo a saída? Entrego meus documentos a minha namorada, que passa a semana no Recife, e ela vai na Ilha comprar. Aí quando ela foi comprar hoje (21/09), sem aviso prévio, o Sport diz que, mesmo com os documentos, ela não poderá mais comprar.

Vejam bem, quando eu fui me associar o site oficial do Sport dizia que eu poderia comprar os ingressos on-line, até por aplicativo feito pelo clube. Eu cumpro minha parte, o Sport, esse tempo todo depois, não cumpre a dele. E, ainda assim, ao invés de facilitar, ele dificulta a ida do sócio ao jogo. (Pro sócio é difícil comprar, pra outros...).

Ligo para o Sport para tentar resolver uma forma de alguém, com meus documentos, comprar meu ingresso. Tento oferecer várias alternativas. Proponho enviar uma procuração por e-mail (para este jogo, quando eu for quarta pro Recife entrego em mãos) com meus dados e os dados da pessoa que vai comprar, pelo e-mail que é cadastrado no Sport e pelo qual o Sport me envia documentos e que eu já enviei (a pedido do Sport) documentos. Nada. Peço para falar com alguém que para tentar resolver, nada. É não e pronto.

Esse é o dia-dia da relação do Sport com o Sócio. Esse é o #SportDeVerdade. Só cobro o que me foi prometido. Infelizmente, mais uma vez eu digo: se a relação fosse racional eu não seria mais sócio do Sport.


Tiago Oliveira Caetano.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Quem é o Huracán, adversário do Sport na Sul-Americana

O Sport jogará na próxima quarta-feira, 22h, na Ilha do Retiro, o jogo que pode, até aqui, ser o
principal do ano. Enfrentará o argentino Huracán pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Distante 5 pontos e, principalmente, 6 times do G4 e com pouco risco de ter que brigar contra o rebaixamento, uma eliminação representaria o final de 2015, em termos de disputas futebolísticas, para o Leão. Um bom desempenho frente ao “El Globo” (apelido do Huracán), é a chance de reacender o time no Campeonato Brasileiro e, mais ainda, manter vivo o sonho, não tão improvável, da conquista do primeiro título internacional.

A diretoria, a (nova) comissão técnica, os jogadores, a torcida... o Sport como um todo precisa se convencer que a Sul-Americana é o caminho do time. Por isso, o discurso do clube precisa mudar quanto a predileção pela Sula e a torcida precisa chegar junto. A Ilha será fundamental! Mas a Ilha que pulsa, e não a Ilha vazia dos confrontos contra o Vitória, por exemplo, na Sul-Americana de 2014.

Mas quem é o Huracán? Abaixo as informações sobre o “El Globo”:

O Club Atlético Huracán, de 106 anos, é um clube do bairro Parque Patricios, em Buenos Aires. É dono do Estádio Tomás Adolfo Ducó (El Palacio) com capacidade próxima de 40 mil pessoas. Seu site oficial aponta 5 títulos argentinos da primeira divisão (1921, 1922, 1925, 1928 e 1973).
2014, ano da redenção! Após 40 anos sem títulos importantes e fora da 1ª divisão do Campeonato Argentino deste a temporada 2010/2011, em 2014 o torcedor “Quemero” teve muito o que comemorar. O time voltou para a elite do futebol argentino e foi campeão da Copa Argentina batendo o Rosário Central nos pênaltis.

Em 2015 o Huracán venceu a Supercopa Argentina vencendo o River Plate. Participou da Libertadores, sendo eliminado na fase de Grupos. Era do grupo do Cruzeiro e fez 4 pontos nos confrontos contra o time mineiro. Está em 25º (de 30) colocado no Campeonato Argentino e faz uma campanha de recuperação. O time conquistou 6 pontos nas últimas 5 rodadas do Argentino (DEEEV), na rodada passada venceu em casa o então líder San Lonrenzo por 1x0. Joga neste sábado (19/09) fora de casa contra o Aldosivi (18º).

Essa é a primeira participação do Huracán na Copa Sul-Americana. O time eliminou bem o Tigre (Arg) após vencer as duas partidas (2x5 na ida e 1x0 na volta).

Segundo Luciano Silveira, responsável pelo blog sobre futebol argentino do Fox Sports, é vital para o Leão sair com um bom resultado da Ilha e a velocidade pode ser o caminho para isso.

Para mais informações sobre a maneira de Huracán jogar recomendo o esse post do blog “El Engache” de Luciano Silveira. Vale também seguí-lo no twitter (@LuchoSilveira), o cara tá fazendo uma ótima cobertura sobre o confronto.

Aqui estão alguns vídeos dos gols do Huracán nos últimos jogos do Campeonato Argentino (dica de @FredFigueiroa).

O site oficial do Huracán é www.cahuracan.com e o twitter oficial é @CAHuracan.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sobre a saída de Eduardo Baptista do Sport

Eduardo Baptista falou, em entrevista a ESPN, que não havia dinheiro no mundo que o tirasse do Sport esse ano. Disse em entrevista após o jogo contra o Fluminense (quanta ironia) a menos de cinco dias que não pediu e nem pediria para sair do Sport.

Quase sempre que um treinador chega em um clube a palavra mais dita na sua apresentação é “projeto”. Mas na maior parte das vezes isso não resiste ao primeiro problema. Normalmente é o clube que na primeira sequência de derrotas demite o técnico, ainda no vestiário. A atual diretoria do Sport mostrou na relação com Eduardo que não é assim. Não demitiu na enorme sequência de maus resultados no Campeonato Brasileiro de 2014, não o demitiu no primeiro semestre desse ano quando o time foi eliminado do Pernambucano pelo Salgueiro e saiu da Copa do Nordeste tendo apresentado um futebol horrível na competição, mesmo quando jogando com times com elencos muito, muito, inferiores. Não o demitiu também quando o desempenho do time despencou agora no Brasileiro e o time ficou uma grande jornada sem vencer.

A diretoria do Sport mostrou ter um tratamento diferente. Eduardo Baptista, ao que parece, não!

Quando Eduardo larga o time de maneira inesperada, no meio do campeonato e logo após dizer que não sairia ele mostra que talvez não merecesse este tratamento da diretoria do Sport. Nessa saída Eduardo traí a causa de quem acha que não é bom para o futebol o troca-troca de técnicos, trai a diretoria do Sport que sempre o prestigiou (de verdade, e não como normalmente se fala) e traiu, principalmente, o seu discurso.


Hoje quando Eduardo Baptista fala ou falar em projeto e não acredito. Se eu fosse a torcida do Fluminense também não acreditaria.

sábado, 28 de março de 2015

Programa de Sócios do Sport: PROMESSAS, DESRESPEITO E ENGANAÇÃO

Sou sócio contribuinte do Sport Club do Recife. Tenho minhas mensalidades rigorosamente em dia (na verdade, já estão pagas adiantadas até agosto de 2015). Mas neste domingo, por mais que eu queira, provavelmente não poderei ver o jogo do meu time contra o Fortaleza.

Moro em Santa Cruz do Capibaribe, mas fiz questão de ser sócio do meu time e sempre que posso vou para os jogos. Para ver um jogo do Sport no Recife, tenho que me deslocar aproximadamente 200 km, é assim tenho feito. Mas para o jogo deste domingo, 29/03, isso não deve bastar. Pois provavelmente não conseguirei exercer meu direito de comprar meu ingresso de sócio do Sport.

Isso porque, obviamente, não posso me descolar de Santa Cruz do Capibaribe para o Recife apenas para comprar antecipadamente o ingresso para o jogo. E O SPORT NÃO OFERECE NENHUM TIPO SERVIÇO DE COMPRA DE INGRESSOS ON-LINE PARA OS SÓCIOS.

Quando da última campanha de sócios, em setembro de 2014, foi prometido, entre outras coisas, um aplicativo onde o sócio iria poder comprar ingressos pelo celular. Já se passaram mais de 6 meses e nada! Não há aplicativo e não há alternativa para quem acreditou nas promessas.

Aqui estão links do Site Oficial do Sport e do Superesportes do Diário de Pernambuco com a promessa do aplicativo:

Esse fato vem se juntar a vários outros que evidenciam como o sócio do Sport é (des)tratado. Os problemas vão das longas filas para comprar ingressos mesmo em jogos com pequeno público e de transtornos na saída das sociais após os jogos por não perceberem que abrindo apenas uma pequena porta vai ser difícil para todos saírem até a meses de demora para o cadastramento dos sócios no Programa Futebol Melhor.

Tentar obter informações ou respostas do clube pela internet é em vão, seja de que assunto for. Já tentei e-mails, twitter, facebook, instagram... nunca há respostas, não há respeito.

Faço este desabafo com um sentimento de tristeza muito grande. Tristeza esta que contrasta com a alegria do dia que me tornei sócio do Sport. Tristeza de quem sente na pele que o programa de sócios do Sport é composto de PROMESSAS, DESRESPEITO E ENGANAÇÃO.


Tiago Oliveira Caetano.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Análise da Seleção Brasileira na partida contra o México pela 2ª rodada da Copa do Mundo de 2014

Considerava o jogo com o México melhor para o Brasil do que foi o jogo contra a Croácia. O México deixaria mais espaços que os europeus e, passada a pressão da estreia, o time teria tranquilidade para fazer um bom jogo. Com quem comentei sobre o jogo, apostei, novamente, em um 3x1, ou talvez um 3x0.
Meu maior medo era que Felipão, teimoso como é, não mexesse para tapar o imenso buraco do lado direito da defesa brasileira, deixado principalmente por Paulinho. Ali, sem dúvidas, seria um espaço que o México poderia aproveitar para complicar o jogo. Defendia a saída de Paulinho e a entrada de Ramires. A entrada de Ramires no lugar de Hulk ainda deixaria o fora de ritmo Paulinho em campo, mas tamparia o buraco na direita. Para mim, bom sinal... Mas o jogo foi outro.
Não começamos arrasando o México, mas jogando melhor que contra a Croácia. (Não fizemos gol contra no início da partida, hehehe). Daniel Alves estava bem melhor que no último jogo, Paulinho parecia um pouco mais acordado, o buraco na defensiva estava menor. Até o entorno dos 15 minutos o Brasil não atacava com grande perigo, mas o México estava encolhido, com os 11 no campo de defesa, e a posse de bola brasileira era na casa dos 70%.
Do meio para o fim do primeiro tempo o cenário foi ficando diferente, o México saindo, e o Brasil perdeu o domínio do jogo. As deficiências voltaram a aparecer, principalmente a péssima fase de Paulinho. Quando o primeiro tempo acabou o jogo já era igual. Apesar de no conjunto da primeira etapa o Brasil ainda ter sido melhor, o México tinha equilibrado a partida.
Assim como no jogo contra a Croácia, eram necessárias mudanças para a segunda etapa. Felipão dessa vez as fez, mas não a que eu considerava correta. Ao invés de tirar Paulinho, puxando Ramires para a função de segundo volante, e colocar Willians, Felipão tirou Ramires e Colocou Bernard. A intenção foi colocar velocidade, “fogo” no jogo, mas perdemos ainda mais o meio.
O México cresceu, teve por um período o domínio do jogo, o Brasil não conseguia trocar três passes. Hora de mudar novamente. Felipão mais uma vez mudou, mais uma vez mexeu errado. Colocou Jô no lugar de Fred. Não errado porque Fred fazia uma grande partida, longe disso, era um dos tantos que não vinham bem e não está atento como deveria as poucas oportunidades que aparecem. Mas não era o caso de bolas que chegavam, de um time que criava, e o atacante no respondia. De maneira alguma esse era o cenário.
Jô não é nenhum grande jogador, alguém que possa mudar o retrato de uma partida como estava aquela. Ao trocar um centroavante por outro, Felipão “perdeu” mais uma alteração, restando apenas uma em um jogo que era cada vez mais do México.
Não por causa da substituição, o Brasil se achou um pouco na partida. Chegou ao ataque algumas vezes, principalmente com as investidas pela esquerda de Marcelo e com Neymar que, hoje estrela completamente solitária, ainda construiu alguma coisa.
Não foi suficiente para marcar o gol. Mesmo com as boas defesas do goleiro mexicano, o empate em 0x0 não foi um placar injusto. No conjunto da obra o Brasil jogou menos que no jogo contra a Croácia e agora, mais ainda, há o que ser mudado no time. (Logo escreverei sobre as mudanças que considero que devem ser feitas).

A análise do desempenho de cada jogador brasileiro:

Júlio César – Foi bem nas bolas que foi exigido.

Thiago Silva – Um monstro, melhor da Seleção na partida, jogou muito. Ganhou bem as bolas na defesa. Cometeu falta quando teve que cometer. Deu um lindo passe de peito no lance que o Brasil teve toda chance de fazer o gol. Poderia ter cabeceado mais no canto na oportunidade que o goleiro mexicano defendeu.

David Luiz – Partida regular.

Daniel Alves – Esteve melhor que no jogo contra a Croácia. Ainda muito longe de fazer uma grande partida. Não tem chegado o suficiente ao ataque.

Marcelo – Partida regular. No final do segundo tempo ainda tentou construir no ataque, mas sem muito sucesso.

Luiz Gustavo – Mais uma vez muito bem, muito seguro. Melhor brasileiro em campo depois de Thiago Silva.

Paulinho – Péssimo. Não parece em condições de jogo.

Oscar – Fraco na partida. Quase nulo em um meio de campo da Seleção que está desaparecido e despedaçado.

Ramires – Não fez um grande primeiro tempo, mas tapou o buraco que existia na defensiva direita.

Neymar – Bem nos lances em que esteve com a bola. Levou bastante perigo ao gol mexicano.

Fred -  A bola não chegou bem. Mais uma vez esteve desligado em alguns lances em que poderia ter chegado.


Felipão – Muito mal. Mexeu duas vezes mal e a terceira tardiamente. Alguém entende por que Paulinho não foi substituído?

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Análise da Seleção Brasileira no 3x1 contra a Croácia pela abertura da Copa do Mundo 2014

Minha apreensão era grande. Como a Seleção reagiria? A pressão era gigante, e acho que todos os jogadores a sentiram de alguma maneira. E foi o pior cenário possível. Não começar fazendo um gol? Pior. Levar um gol no começo de jogo? Ainda pior! Sofrer um gol, no caso fazer um gol contra, na estreia, jogando em São Paulo, no início do jogo! Cenário mais difícil só se Neymar ainda tivesse sido expulso na irresponsável cotovelada que deu quando o jogo estava 1x0 para a Croácia.
Conseguimos reagir. Isso mesmo: CONSEGUIMOS. Os jogadores, o estádio, o Brasil conseguiu reagir a aquele gol. E, jogando melhor que a Croácia, conseguimos a vitória. Foi pênalti? Não. Mas o Brasil já merecia a virada, jogava melhor que a Croácia e o gol, de toda forma, chegaria. A Seleção, inclusive, caiu um pouco após fazer o segundo gol.
Possivelmente foi o jogo mais complicado da primeira fase. A Croácia é o melhor adversário do grupo e a estreia tinha o peso que tem. Tudo indica que teremos dois jogos mais tranquilos. Precisamos! Há muito o que ser mudado/corrigido.

Vamos a análise do jogo, a partir da análise do desempenho de cada jogador:

Júlio César: Não teve culpa no gol da Croácia, mas assustou em algumas bolas. A defesa mais difícil que fez, aquela antes do gol de Oscar, a bola vem na direção dele, ele salta para o lado para saltar voltando e fazer a defesa, se complicando. No lance que ele dividiu com o Croata e que sofreu a falta, ele também falhou.

Thiago Silva: Bem no jogo. Teve muito trabalho para cobrir o espaço deixado por Daniel Alves e, junto com todo sistema defensivo, dos espaços deixados por Paulinho. Ficou sobrecarregado.

David Luiz: Um gigante. Esteve muito bem e sua vibração no jogo foi muito importante.

Daniel Alves: Nossa avenida. Deixou, mais uma vez, um espaço enorme pelo lado direito da Seleção. A grande maioria dos ataques da Croácia foram pelo lado dele. Também não fez muito no ataque, decisivo nos ataques pelo lado direito foi Oscar.

Marcelo: Não sentiu o gol contra. Fez uma partida regular. Não deu as brechas que Daniel Alves deu.

Luiz Gustavo: Muito bem. Jogou muito, como vem jogando sempre pela Seleção. Tem regularidade e eficiência enormes! Ficou muito sobrecarregado pelas deficiências de Paulinho.

Paulinho: Muito mal! Pior em campo pelo Brasil. Parece sem tempo de bola, sem ritmo de jogo, pesado... Tem uma função importantíssima, suas deficiências prejudicaram muito o time. Sobrecarregou a defesa e não foi o importante elemento surpresa que já foi em outros momentos no ataque. Merece sair do time titular.

Oscar: Melhor em campo! Começou errando as primeiras bolas, parecia que sentiria a pressão pró-Willian. Mas quando a chapa esquentou ele cresceu muito na partida. Foi o primeiro a chamar o jogo após o Brasil sofrer o gol. Quase fez o gol de empate. Roubou muitas bolas. Foi fundamental no primeiro e no segundo gols e fez o terceiro.

Hulk: Mal no jogo. Para mim, é um jogador que precisa de muito espaço para construir boas jogadas e quando jogar com Seleções bem organizadas, como a Croácia, não vai ter esse espaço. Desde antes, acho que Hulk não mereceria ser titular, o jogo me fez ampliar as convicções.

Neymar: Jogou bem, e tem estrela demais. Coisa de craque. Tem chamado o jogo, segurado a bola e ido para cima, mas tem segurado a bola demais, por vezes precisa tocar mais rápido. Tem sido muito irresponsável em alguns lances, foi assim nos amistosos e ontem poderia ter sido expulso. Felipão, se já não o fez, precisa puxar a orelha dele.

Fred: Não recebeu bolas em condições. Acho que poderia ter chegado em algumas bolas e não chegou. Faltou mais gana. Cansou demais no fim do jogo.

Hernanes: Entrou no lugar de Paulinho, que estava mal demais. Não mostrou muito, mas jogou melhor que o titular.

Bernard: Entrou no lugar de Hulk para colocar fogo no jogo. Não fez muito, mas fez mais que Hulk.

Ramires: Na minha opinião é quem deveria ter entrado no lugar de Paulinho. Dá mais mobilidade a equipe que Hernanes, e acho que a Seleção precisa disso. Roubou a bola do terceiro gol, mostrando que tem o que acrescentar no time. Deveria ser titular no próximo jogo no lugar de Paulinho.

Felipão: Foi bem nas substituições e no apoio ao time para reverter o resultado. Precisa resolver a avenida Daniel Alves e Paulinho, que parece não está em condições. Há o que consertar!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sobre a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014

Hoje, 7 de maio de 2014, Felipão fez a convocação para a Copa do Mundo de 2014. Foram convocados: Julio César, Victor e Jefferson (goleiros); Thiago Silva, David Luiz, Dante e Henrique (zagueiros); Daniel Alves, Marcelo, Maicon e Maxwell (laterais); Luiz Gustavo, Paulinho, Fernandinho, Ramires e Hernanes (volantes); Oscar e Willian (meias); Hulk, Fred, Neymar, Bernard e Fred (atacantes).
Quase que totalmente dentro do esperado, a convocação seguiu a lógica de quem se destacou desde que Felipão voltou ao comando da Seleção Brasileira, contando com a conquista da Copa das Confederações e outras boas apresentações em amistosos. A maior surpresa é Henrique, poderia ser Miranda ou Dedé, mas não é tão surpresa essa preferência de Felipão e eu não acho absurda.
Poderia ter deixado Maxwell de lado, levando apenas três laterais, Daniel Alves substituiria Marcelo na necessidade. Não o fez. Talvez para levar Robinho, que ainda era uma possibilidade. Não vai.
Até um jogador chegar a ser convocado para a Copa, em geral, há um caminho que é percorrido: destaca-se pelo clube, é convocado, responde bem com a amarelinha, mantem regularidade, vai pra Copa. Assim sendo, hoje não temos muitas opções para além dos chamados por Felipão. Elas não foram construídas.
Considero um erro, e por alguns uma pena, jogadores como Diego Tardelli, pelo muito que jogou o ano passado, não ter tido alguma chance. Éverton Ribeiro, melhor jogador disparado do Brasileirão 2013, deveria ter sido testado, mais ainda em um cenário de escassez de meias.
Phellipe Coutinho, que faz uma boa temporada pelo Liverpool, eu convocaria nessa brecha que falei antes, no lugar de Maxwell, levando apenas três laterais. Aos 21 anos, é também construir jogador para o futuro, como foi cobrado de Dunga.
Para mim, a grande injustiça é a ausência do goleiro Fábio. Há, pelo menos, 12 anos um dos melhores goleiros do Brasil, há 9 anos titular do Cruzeiro, capitão, calmo, regular, de boas condições técnicas e físicas, é um absurdo não terem sido dadas oportunidades a ele no gol da Seleção.
Acho que também é válido o destaque a uma geração que “acabou” cedo demais. Adriano (32 anos) e Robinho (30 anos), em suas melhores condições, seriam grandes reforços. Kaká (32 anos) e Ronaldinho Gaúcho (34 anos), ex-melhores do mundo, poderiam elevar esse time para outro patamar. Mas...
Pode-se juntar a eles o talento desperdiçado de Ganso (que lançamento ele deu para o gol de Ademilson sábado), se ele jogasse o que sabe jogar... (hã?). Alexandre Pato, mais um, para mim nunca cumpriu o que prometeu.

Por fim, acho uma convocação, na maior parte, justa e sem grandes contestações. Temos um elenco pior do que poderíamos ter, mas é o melhor que temos para o momento. Um muito bom time, com um sistema defensivo muito forte, um bom ataque e um esquema de jogo bem definido, jogando em casa... para mim o Brasil é o favorito.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma boa convocação que forma uma das melhores Seleções do mundo. Ou não?


Goleiros
Júlio César (33 anos-QPR/FRA), Diego Cavalieri (30 anos-FLU/BRA) e Jefferson (30 anos-BOT/BRA)
Não fugiu do óbvio. Diego Cavalieri é hoje o melhor goleiro do futebol brasileiro. Jefferson há tempos mantém uma regularidade e figura na Seleção Brasileira. Achei incoerente quando Felipão convocou Júlio César há alguns jogos atrás. Ele foi bem nesses jogos e obviamente estaria nessa convocação. Provavelmente será o titular.

Zagueiros
Thiago Silva (28 anos-PSG/FRA), David Luiz (26 anos-CHE/ING), Réver (28 anos-CAM/BRA) e Dante (29 anos-BMU/ALE)
Thiago Silva e David Luiz são dois dos melhores zagueiros do mundo e devem ser os titulares. Rever vem jogando muito no Atlético Mineiro, foi bem na Seleção e merece a convocação. A última vaga na zaga era a mais disputada. Dante, que é titular do Bayern de Munique time que hoje joga melhor no mundo, ganhou a briga com Henrique do Palmeiras e Dedé, ex-Vasco e hoje Cruzeiro, que desde que voltou de contusão não vem jogando tão bem quanto antes e foi prejudicado pela péssima fase e o fraco time do Vasco.

Laterais
Daniel Alves (30 anos-BAR/ESP), Marcelo (25 anos-RMD/ESP), Jean (26 anos-FLU/BRA) e Filipe Luís (27 anos-AMD/ESP)
Os titulares Daniel Alves e Marcelo são totalmente donos das laterais direita e esquerda, respectivamente. Apesar de Daniel Alves não conseguir jogar na Seleção o mesmo futebol que no Barcelona. Os dois reservas que aí estão podem até ser questionados, o difícil é achar quem colocar
no lugar deles. Jean, como volante que é sua posição, tem jogado um grande futebol no Fluminense. Foi convocado e testado na lateral, onde já atual do Fluminense e no São Paulo, e foi bem, na falta de opções, merece a convocação. Dos Laterais-Esquerdo convocados por Felipão, Filipe Luís foi o que melhor se apresentou e merece a convocação ganhando a disputa com André Santos do Grêmio.

Volantes
Fernando (21 anos-GRE/BRA), Paulinho (24 anos-COR/BRA), Hernanes (27 anos-LAZ/ITA) e Luiz Gustavo (25 anos-BMU/ALE)
Fernando jogou bem quando foi convocado, tem muito potencial e a confiança de Felipão, deve ser o primeiro volante titular. Luiz Gustavo deve ser o primeiro volante reserva. É também reserva no Bayern de Monique. Eu preferiria nessa posição o Lucas Leiva do Liverpool, que era titular com Mano Menezes, mas foi atrapalhado por uma lesão e pela troca de técnicos na Seleção. Paulinho é o melhor volante do futebol brasileiro, de sobra. Na Seleção enfrenta o problema de, pelo esquema, não poder sair tanto para o jogo. Se Felipão colocar três volantes, acho que ele é titular. Se colocar dois, briga com Hernanes pela vaga de segundo volante. Para mim, tá aqui a ausência mais surpreendente: Ramires, jogador do Chelsea. Perdeu a vaga para Hernanes, mas, pelo quem vem jogando e pelas más partidas que Hernanes fez pela Seleção, Ramires deveria ser o convocado. Acho que ele perdeu a vaga pois, em um possível esquema com três volantes, Hernanes leva vantagem para fazer o terceiro volante-meia.

Meias
Oscar (21 anos-CHE/ING), Jadson (29 anos-SPO/BRA) e Bernard (20 anos-CAM/BRA)
Oscar era óbvio, é titular e algo perto de uma unanimidade. Jadson fez um ótimo campeonato brasileiro pelo São Paulo, dentro das opções, merece a convocação. Sobre Ronaldinho, entres os convocados, pelo que entendi seria ele ou Bernard. Ronaldinho está bem no Atlético, mas foi muito mal quando foi convocado, tanto por Mano, quanto por Felipão. Bernard deveria já ter sido testado, mas estava machucado nas últimas convocações. Faria sentido convocar Ronaldinho? Faria! Mas também não faz sentido convocar um jogador jovem que vem muito bem no seu clube no lugar de outro que vem bem no mesmo clube, mas foi mal quando convocado? Pra mim, faz!

Atacantes
Lucas (20 anos-PSG/FRA), Fred (29 anos-FLU/BRA), Neymar (21 anos-SAN/BRA), Leandro Damião (23 anos-INT/BRA) e Hulk (26 anos-ZEN/RUS)
Fred, jogando, garantiu seu lugar na convocação e no time titular. Neymar é o grande jogador do Brasil, apesar dos ódios momentâneos que gera na mesma proporção dos amores por seu lado “pop-star”. Lucas também tem vaga garantida. Leandro Damião é questionável, para mim é acerto. Joga bem na Seleção e tem a importante característica de ser um atacante de área nato. Hulk eu não convocaria, para jogar pelos lados, levaria Osvaldo do São Paulo. E Pato? Sempre prometeu e nunca entregou, ou não? Joga (reserva) no grande time do Corinthians e só, ainda não me convence.
Essa convocação forma, como dificilmente deixaria de ser, uma das melhores Seleções do mundo. Provavelmente só atrás de Alemanha e Espanha.

Dados:

Média de idade: 26 anos.
País onde jogam: Brasil, 11. França e Espanha, 3. Inglaterra e Alemanha, 2. Itália e Rússia, 1.
Clubes com mais convocados: Fluminense, 3. PSG, Chelsea, Atlético-MG e Bayern de Munique, 2.

A média de idade de 26 anos mostra um time jovem, bem abaixo dos 29 anos e 3 meses da Copa de 2012. A grande maioria dos jogadores atuando no Brasil reflete o bom momento dos nossos clubes, impulsionados pela economia brasileira em contraste com a grave crise econômica na Europa.